Covid-19 no lixo

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A questão do lixo complicou-se mais com o covid-19. Se antes da pandemia, a deficiente recolha de lixo já era um problema de saúde pública que preocupava muitas pessoas, agora o perigo aumentou de grau.

Em municípios onde o lixo de acumula dias seguidos, sem que a recolha se faça, como é o caso de Sintra, por exemplo, quem se responsabiliza pelas consequências dessa má gestão dos lixos em caso de contágio por covid-19?

A pergunta não é retórica e os munícipes deviam exigir resposta e, acima de tudo, responsabilização.

As indicações da Direção Geral de Saúde indiciam bem o cuidado que todos devemos ter com o lixo como veículo de contaminação e de propagação da pandemia.

Resumindo, os doentes de Covid-19 ou as pessoas em isolamento são aconselhadas pela Direção Geral de Saúde a utilizarem um caixote do lixo só para si, separando os seus resíduos do lixo dos restantes habitantes da casa. Segundo as mesmas indicações, o saco de plástico deve ficar apenas a 2/3 da sua capacidade e nunca se deve pressionar ou pisar os resíduos para que caiba mais lixo. Depois é preciso fechar bem o saco, usando um atilho ou um adesivo ou dando dois nós bem apertados. A DGS também aconselha a que não se retire o ar deste primeiro saco, que deve ser depois colocado dentro de um segundo saco. Este deve ser igualmente bem fechado. Os sacos devem ser colocados de imediato nos contentores do prédio ou da rua. Todas estas recom,endações não servem de muito se, depois, o lixo fica dias esquecidos nos contentores ou no chão porque já não cabem dentro dos contentores.

Os índices de contaminação relativamente altos que ainda persistem em vários municípios da Área Metropolitana de Lisboa podem ter, em parte, justificação neste “pormenor” do tratamento do lixo.  

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