Cascais, não há medusas nas praias

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O alarme relativo à presença de medusas urticantes em praias da região da Área Metropolitana de Lisboa levou, ontem, à interdição das praias de Carcavelos e São joão do Estoril mas, hoje, nas praias de Cascais não há nem uma medusa para amostra.

Numa volta pelas praias da Ribeira, Raínha e Conceição, não havia muita gente porque está um dia chuvoso e os turistas do norte da Europa são escassos.

Antes da pandemia, a meio de agosto, Cascais e as suas praias estariam a abarrotar de turistas e, mesmo nas atuais condições atmosféricas, não faltaria gente a nadar nas praias e a encher as esplanadas da vila.

Assim, enquanto a capitania de Cascais averigua se as medusas já se foram embora, as circunstâncias ajudam a manter as praias quase vazias.

Um dos nadadores salvadores da praia da Conceição disse ao Duas Linhas que ali não tinha sido detetada nenhuma medusa mais exótica, para além de uma ou outra banal alforreca.

Na verdade, nas praias da vila de Cascais, não foi hasteada qualquer sinalética a avisar da proibição de ir a banhos. A única bandeira que vimos foi uma verde com uma figurinha desenhada que significa “praia com pouca gente”. E assim ficou.

Medusa veleiro não é perigosa, apenas incomodativa

Nos últimos dias, a presença de medusas ‘Velella velella’ foi registada na Praia da Vieira, na Marinha Grande, distrito de Leiria, o que levou também ao hastear da bandeira vermelha e ao desaconselhamento de ida a banhos, medidas que foram levantadas na segunda-feira, depois de dois dias sem deteção de presença das medusas no mar, informou o comandante da Capitania do Porto da Nazaré.

Sobre a presença de medusas ‘Velella velella’ naquelas praias, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera disse que “a espécie Velella velella (Veleiro) está de momento a ocorrer em pequenas quantidades por toda a costa oeste portuguesa, incluindo em algumas ilhas dos Açores”, revelando que se trata de uma espécie de ocorrência comum e os seus tentáculos são pequenos e ligeiramente urticantes, pelo que é “aconselhável evitar o contacto direto com os mesmos de forma a evitar potenciais reações alérgicas, em caso de maior sensibilidade”.

“Não havendo evidências de queimaduras ou problemas de saúde associados, é considerada inofensiva”, assegura o instituto.

No entanto, caso os banhistas tenham estado em contacto com as mesmas e tenham sido picados, devem aplicar bandas de gelo e, se possível, bicarbonato de sódio, recomenda o IPMA.

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