Protestos na Feira da Ladra

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Manifestação de feirantes em Lisboa, um protesto que decorreu no recinto da Feira da Ladra, no Largo do Campo de Santa Clara.

Eram cerca de 60 pessoas, todos pedem a reabertura da feira.  Os feirantes que participaram no protesto simbólico, tencionavam montar as bancadas sem artigos, mas a Polícia Municipal não autorizou. Em alternativa, foram colocados panos no chão.

A famosa Feira da Ladra está proíbida desde março (reabriu com o desconfinamento mas voltou logo a fechar) e, mesmo assim, a Câmara Municipal de Lisboa continua a cobrar as taxas de ocupação. “Se não estamos a trabalhar por que é que temos que estar a pagar taxas de ocupação? Sem receitas, como é que as pessoas podem fazer o pagamento das taxas de ocupação, se este é o único rendimento? É impossível”, disse Sandra Raposo em representação dos manifestantes.

Sandra Raposo apontou que o município reduziu as rendas nos mercados da Ribeira e de Campo de Ourique e isentou os vendedores das taxas de ocupação, quando os da Feira da Ladra continuam a ser taxados.

Nos últimos seis meses apenas se realizaram seis feiras. Normalmente, a Feira da Ladra acontece aos sábados de manhã. Para além dos vendedores de roupa, de sapatos, de utensílios diversos, a feira tornou-se famosa pelas bancas de quinquilharia e de objetos em segunda mão, velharias e, às vezes, antiguidades.

Para obterem respostas do município, os feirantes agendaram novos protestos para segunda e terça-feira.

Na segunda-feira vão estar junto à Assembleia da República, das 10:00 às 14:00, e, na terça-feira, pretendem estar novamente na Feira da Ladra, das 08:00 às 14:00.

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