Ir ao banco e ser assaltado

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Dantes, quando alguém entrava de máscara numa sucursal bancária, os funcionários levantam logo os braços antes do mascarado dizer “isto é um assalto!”.

Hoje, quando um mascarado entra num banco os funcionários pensam “lá vem mais um papalvo pagar comissões”.

Foi o que se passou, certamente, nesta história 100% factual:

Cidadão cliente do Banco Montepio ficou indignado quando lhe cobraram uma taxa por levantamento ao balcão.

Segundo o relato de Luís Monteyro ao Duas Linhas, a caixa multibanco no exterior estava fora de serviço e, na urgência de ter de levantar dinheiro, dirigiu-se ao interior do banco e solicitou esse serviço.

Nas redes sociais deu voz ao seu protesto, afinal de contas é para isso que o Facebook ou o Instagram ou o Twitter servem, certo?

No caso vertente, trata-se de uma vulgar conta à ordem, essencial para o cidadão receber salários, pagar contas de consumo corrente (água, luz, gás, rendas de casa, etc.), uma conta bancária que é obrigatória, uma vez que quem pretenda prescindir de ter uma não conseguirá ter uma vida normalizada.

Todos os bancos praticam esta espécie de “assalto à mão armada” aos seus clientes. No caso do Montepio, as comissões são mais que muitas. Quanto menos dinheiro o cliente tem, mais paga. Se não puder ter uma carteira de investimento bolsista ou de aplicações financeiras, se não tiver poupanças relevantes associadas à conta, não tem direito a bonificações e, por exemplo,  paga o máximo em comissões de manutenção que chegam a 60 € por ano.

As comissões variam um pouco de banco para banco, mas não muito. Como diz o protagonista desta história, “é prática corrente e universal, até em contas de serviços mínimos”.

Esta é uma história banal, todos sabemos disto por experiência própria. O que a torna inovadora é o grito de revolta: “ladrões”!! Um bom hábito que se está a perder.

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