Futebol: Liga decide acabar com todo o tipo de discriminação nos estádios

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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional decidiu passar a punir comportamentos discriminatórios de género e orientação sexual.

Insultar o árbitro ou os jogadores da equipa adversária de “paneleiros” ou algo do género deixa de ser tolerado.

A medida é válida para todos os agentes envolvidos nos jogos de futebol, desde jogadores a público, equiparando estes comportamentos às atitudes de discriminação racial, já contempladas nos regulamentos.

Caso surjam este tipo de incidentes, uma das punições poderá ser a interdição temporária de um setor específico do estádio, onde os mesmos tenham acontecido, numa nova norma que também foi introduzida no regulamento disciplinar.

Lembram-se de Marega ?

Ficou também definido os procedimentos a aplicar caso se verifiquem nos estádios casos de racismo, estabelecendo-se que o árbitro dará nota disso aos delegados da Liga, o speaker no estádio deve fazer até dois avisos, espaçados por cinco minutos e no segundo já com os jogadores no balneário, e, caso se mantenham os atos de racismo, xenofobia e intolerância, será evacuado o estádio ou a zona onde os atos são praticados.

No âmbito disciplinar foi também aprovado o aumento para o quadruplo das multas aos clubes que atrasem o reinício do encontro em mais de 15 minutos ou que provoquem atrasos em jogos que tenham de se iniciar à mesma hora.

Se esta conduta for provocada dolosamente, com a intenção de causar prejuízos a terceiros, os clubes serão sancionados com a pena de derrota.

Foi, igualmente, definido que os clubes que permitam a exibição de faixas, que promovam ou consintam comportamentos discriminatórios, passam a ser punidos com 2 a 5 jogos à porta fechada.

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