De saco cheio

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A história da democracia portuguesa está intimamente ligada à industria da fabricação de sacos de todas as cores e feitios, mas de tamanho ajustado ao apetite de cada utilizador. Há o saco do Benfica (que ironicamente é azul), o saco do BES que é verde e onde ainda hoje os contribuintes continuam religiosamente a depositar o dízimo, o saco da EDP que, entre outras, tinha a função filantrópica de financiar bolsas aos amigos que não tinham saco, o saco da PT, que estourou e deixou a empresa a mercê de alguém que a adquiriu sem precisar de ter dinheiro no saco, o saco da mãe do sr. engenheiro, que comprovou que o milagre da multiplicação é possível, os sacos do Isaltino e do Vara, que eram de má qualidade e romperam, o saco sem fundo da banca, o saco com que a Isabel dos Santos & Cia Lda. compraram empresas a esmo e o saco que já vai faltando para aguentar esta casta de não sei que lhes chame, quase toda condecorada por serviços relevantes prestados à pátria.

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