Covid-19: quatro mortes e uma dúvida

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Portugal regista hoje mais quatro mortes e 263 novos casos de infeção por covid-19 em comparação com ontem.

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde, três das quatro mortes hoje registadas dizem respeito à região de Lisboa e Vale do Tejo, onde, até ao momento, morreram 585 pessoas. O outro óbito registou-se no Alentejo, região com um total de 21 mortos e 671 infetados desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas, o número de pessoas internadas diminuiu para as 410 (menos 10) e nos cuidados intensivos estão agora 50 pessoas (menos duas).

Em termos de infetados, a faixa etária entre os 30 e os 39 anos foi a que registou um maior aumento de casos em relação à véspera, com mais 65 novos casos de covid-19.

Em termos globais, há mais infetados na faixa etária entre 40 e 49 anos (8.219 casos no total).

Quem vai pagar a vacina, quando ela chegar

Entretanto, são já quatro os laboratórios farmacêuticos que dizem estar prestes a obter uma vacina bem sucedida para o covid-19. Um americano, outro inglês e dois chineses. Todos dizem que as suas vacinas têm superado com sucesso os testes até agora feitos e que, se tudo continuar a correr bem, haverá uma vacina até ao final do ano ou início de 2021, embora a Organização Mundial de Saúde diga que esse prazo será provavelmente difícil de cumprir.

Hoje, a ministra da Saúde portuguesa avisou que, mesmo havendo vacina, ela não será imediatamente integrada no Plano Nacional de Saúde. A ser assim, quem quiser tomar essa vacina terá de a pagar do seu bolso. Quanto vai custar, ninguém sabe ainda dizer.

“É ainda precoce estar a avançar com o número de doses que poderemos vir a ter no nosso País, sobre eventuais preços, ou, mais importante, ainda sobre as datas para a sua disponibilização”, afirmou a ministra.

A compra das vacinas para combater a pandemia de covid-19 já está a ser debatida no seio do governo, a ministra da saúde confirmou a a vontade de incluir mais essa despesa no orçamento da Saúde para 2021. Este orçamento pode vir a ser “o mais difícil” de sempre, ainda que Portugal venha a beneficiar de verbas do programa europeu para a recuperação económica.

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