Chamem-lhe o que quiserem, menos cultura

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O fim da tauromaquia é uma inevitabilidade e a sua sobrevivência apenas vai dependendo dos paliativos que a classe dirigente, refém do oportunismo político, lhe vai proporcionando.
Perdeu-se uma oportunidade histórica de, à boleia da pandemia, acabar de vez com um espectáculo degradante, que envergonha a espécie humana.
Não tenhamos ilusões, já não é possível disfarçar a profunda crise que o sector atravessa e que nem a falta de coragem política e as ajudas institucionais conseguem mitigar.

Resta saber quanto tempo mais vai a União Europeia permitir que persistam estas práticas, num espaço que se quer de comunhão também dos valores civilizacionais, já que dos nossos políticos não se espera que algum dia venham tomar tal decisão, porque há neles um enorme défice daquilo que os touros têm em abundância, carácter e aquilo com que se faz a salada.

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