Pela hora da morte

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Quando fui convidado para o Duas Linhas, poderia ter pensado tratar-se de uma confraria de consumidores de coca, não fora um dos jornalistas que mais admiro e tenho como referência, ter sido o autor do convite. Imaginem o filho da Alice a escrever na mesma plataforma que o Carlos Narciso… nem em sonhos.

Espero ser digno da confiança, da mine e da sandes de couratos.

Feitas as apresentações, vamos ao que interessa:

Há tempos que não ia ao cemitério dos Olivais e, por força do falecimento dum familiar, ontem lá tive que marcar presença.

Vivemos tempos estranhos, estes, em que não há missa de corpo presente e os funerais ficam resumidos a escassos acompanhantes, normalmente os familiares mais chegados. Dirigi-me à entrada, para esperar pelo pequeno cortejo e, ao chegar, reparei que o parque de estacionamento adjacente, (outrora gratuito) era agora explorado pela Emel.

Para além dos constrangimentos que a situação provoca no trânsito, por se formar uma fila (que pode ser enorme) à entrada, ainda corremos o risco de, quando tivermos conseguido estacionar, a cerimónia já ter acabado.

As ruas em redor deixaram de ser opção, porque, também elas, estão pejadas de viaturas cujos proprietários não estão pelos ajustes de terem que pagar 1,70€ por duas horas de estacionamento.

É caso para dizer que, até o estacionamento nos cemitérios está pela hora da morte.

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