O amor não mede esforços nem distâncias

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O texto, escrito pelo próprio, diz assim: “A Bola não é só Bola! O mundo da corrida uniu esforços e conseguiu 18 toneladas de alimentos. Quero agradecer ao Jornal A BOLA pela divulgação do nosso movimento. Quero agradecer a todos os que participaram, na criação de eventos pelo país, os que fizeram uma doação, os que fizeram quilómetros e acima de tudo, a todas as instituições e famílias que permitiram que pudéssemos pedir por eles. Obrigado.”

Quem falou assim foi o atleta Hélio Fumo e, depois de agradecer a todos, “esqueceu-se” de agradecer a si mesmo. Sim, porque foi ele o autor da ideia de correr no Campo Grande, em Lisboa, durante 12 horas para angariar alimentos para pessoas afetadas pela pandemia covid-19.

Doze horas a correr não é para todos. Hélio Fumo correu todas essas horas e fez 100 quilómetros nesse tempo. Esteve quase a desistir, mas aguentou. No final, ainda teve de “carregar” 18 toneladas de bens alimentares que foram distribuídos por 79 instituições e 89 famílias.

O atleta Hélio Fumo chamou à iniciativa “Alimenta esta Corrida”, o evento aconteceu já há uns dias, mas como não deu nas televisões a maioria não sabe que aconteceu. Quem sabe são os seus companheiros, às vezes adversários, de corridas, sabem os que se solidarizaram com ele, sabem os que receberam a ajuda angariada e sabem alguns leitores do jornal A Bola que leram a prosa que cita o atleta quando ele diz “Não consigo explicar o sucesso do ‘Alimenta esta Corrida’, mas adorava poder repetir, até porque o próprio Banco Alimentar já disse que os casos de necessidade triplicaram.”

Os que acabaram de ler este texto no Duas Linhas também já sabem.

Obrigado Hélio.

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