Covid-19: nova vaga de… computadores para todas as crianças

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É uma promessa impactante: dar um computador a todos os alunos, a começar pelos 300 mil jovens de famílias carenciadas.

A promessa tem data de concretização: o início do próximo ano letivo. A ideia já tinha sido avançada pelo primeiro-ministro no auge da pandemia e foi agora reafirmada pela ministra da Coesão, Ana Abrunhosa, que disse haver 70 milhões de euros da reprogramação dos fundos europeus geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional para esse fim.

De acordo com Ana Abrunhosa, os computadores serão comprados mediante as necessidades do ciclo de ensino em causa. As câmaras que já compraram computadores para distribuir por alunos, no período de ensino a distância, serão reembolsadas através dos fundos europeus.

A promessa já tinha sido lançada por António Costa e não se limita aos escalões A e B de abono de família. Mas, segundo a ministra afirmou agora, os primeiros serão os jovens de famílias carenciadas, depois os outros.

Em plena pandemia, as desigualdades no ensino a distância foram um tema recorrente, depois das escolas terem sido encerradas pelo governo. Logo no início de março, um estudo revelou que 20% dos alunos estavam excluídos das aulas à distância por não terem um computador em casa.

Algumas autarquias avançaram com doações ou empréstimos de computadores às escolas para serem distribuidos pelos alunos que mais necessitavam, mas a maioria nada fez para minimizar este problema.

Lembrar o “Magalhães”

Não é a primeira vez que o Estado se preocupa com o e-learning. Já em 2008, no governo de José Sócrates, foi lançado o projeto de distribuir o computador “Magalhães” por todas as crianças entre os seis e os dez anos.

Tratava-se de um portátil de baixo custo, montado em Portugal. Era baseado na segunda versão do portátil Classmate PC da Intel.

A montagem deste computador em Portugal, sob o âmbito do programa e-escolinha, resultou de um protocolo, anunciado em 31 de Julho de 2008, entre o Governo da República Portuguesa e a Intel para a criação de um consórcio com capitais maioritariamente portugueses formado pelas empresas J.P. Sá Couto, Prológica e a Intel.

Quando Sócrates perdeu as eleições, o projeto não teve continuação nos governos subsequentes.

Agora, a ideia é repescada pelo atual governo, na perspetiva de que o futuro é incerto, devido à pandemia covid-19, não se sabendo ainda se as escolas vão continuar com todas as aulas presenciais ou se o novo modelo de ensino irá comtemplar aulas à distância via net, no próximo ano letivo.

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