Máscaras. Populismo estéril em Sintra

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O senhor presidente de Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, em conjunto com o partido socialista, achou que dar cinco máscaras por cada habitação iria salvar a imagem errática que tem sido a governação da Câmara Municipal de Sintra nesta conjuntura de pandemia.

Esqueceu-se que nem toda a população é igual, nem toda tem a mesma necessidade.
Uns precisam mais do que outros, existe quem precise realmente de ajuda. Mas quando se governa para as estatísticas e não para o ser humano acontece destas coisas.

Quem pode comprar máscaras até vê esta ação com desdenho.
É basicamente uma política do faz de conta. Faz de conta que está tudo bem. Faz de conta que se tem políticas públicas. Faz de conta que se anda a governar em Sintra.

Conheço bem as críticas que me fazem aqueles que acham que este é o caminho: “está-se a fazer o melhor que se consegue”, “que medidas fantásticas”, “estamos todos juntos” – frases feitas, ditadas por aqueles que se gostam de ser levados por esta equipa autárquica fantástica, cujo querido líder se chama Basílio Horta.
O que digo é que se pode fazer verdadeiramente diferente, para melhor, sim. É mesmo possível.

Os exemplos estão nos concelhos vizinhos, Oeiras, Mafra e Cascais. Não é preciso viajar para muito longe. Mas será que Sintra, uma câmara com 170 milhões de euros parados em contas bancarias, não poderia ter tido a visão empreendedora de comprar máquinas para produzir máscaras, como Cascais fez, por exemplo? A decisão de Cascais foi comprar duas máquinas por 250 mil euros cada uma para produzir 5 milhões de máscaras por mês, de forma a poder dar a quem precisa e vender ao preço de custo (0,25€ ) em 400 dispensadores espalhados por todo o concelho, de forma a que a proteção seja algo real. Sintra e Cascais, formas de governar bem distintas.

De que servem os 170 milhões no banco se não para uma situação de emergência? E não é esta uma situação de emergência? De que se está à espera? O que impede Basílio Horta de tomar medidas para nos proteger?

Que sentido faz Sintra gastar 800 mil euros em 2 milhões de máscaras, um milhão para guardar ( pode fazer falta, palavra do sr. presidente) e o outro milhão para dar cinco por cada 170 mil habitações? Que sentido se não para fazer de conta que se protege a situação?

Cada máscara de Basílio ficou a 0,40€ mais IVA. Some-se as despesas da entrega por correio. Não sei o custo mas, garantidamente, não é barato. E o pior são os números de infetados que não param de crescer. Em todo o país a contaminação está a perder força, mas em Sintra não.

Na minha opinião, dar cinco máscaras por residência (não tendo em conta sequer o número de residentes por moradia), é apenas uma medida populista e estéril do presidente Basílio Horta e do Partido Socialista em Sintra. Gastaram dinheiro publico para uma lavagem de imagem. Dar cinco máscaras nada resolve. É deitar dinheiro à rua pois quem precisa não tem o problema resolvido.

A imagem acima explica bem o que é esta política do faz de conta. Governa-se para as estatísticas, não para as pessoas.

A situação não é para ser levada de ânimo leve.

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