Já se pode ir à missa

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Com o desconfinamento progressivo, regressaram os cultos religiosos, embora com lotação limitada. Terá de haver sempre 1,5 metro de distância entre pessoas e o uso da máscara é obrigatório.

Os relatos dos fiéis que hoje foram à igreja são elucidativos: dizem estar felizes, sentem-se aliviados, sentem-se bem, em resumo.

Para os sacerdotes é voltar ao ofício a que se devotaram. Para eles, uma igreja cheia vai ser uma igreja com 30% da lotação plena, mais do que isso não é permitido pela Lei dos homens. As missas são adaptadas à nova realidade: à entrada, em vez de água benta há um dispensador de gel desinfetante para as mãos. Todos, sacerdote incluído, têm de usar máscara, cada banco só dá para uma ou duas pessoas, há uma porta para entrar e outra para sair, há sinalética a pedir para que seja respeitada a distância de segurança, há “rececionistas” que encaminham e orientam quem entra.

Quem comunga, não pode dizer “ámen” e é o padre que se desloca até cada uma das pessoas para lhes dar a comunhão. Sempre na mão. Não há saudação da paz, aquele abraço simbólico que marcava o final da missa católica.

Portugal está desde 3 de maio em situação de calamidade por causa da pandemia, mas o Governo tem entretanto aprovado sucessivas medidas de desconfinamento, estando a partir de hoje autorizado o regresso das cerimónias religiosas comunitárias.

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